quinta-feira, 31 de julho de 2014

Salvador, o fotógrafo



Salvador, o acompanhante de utente


Os livros seguem-no e ele devora-os. É tão bom.

António, o utente paciente

Aguardou 1h30 numa sala de espera de um hospital para uma consulta de oftalmologia. E ninguém se sentiu incomodado. Até nos divertimos.










Consulta com prognóstico muito bom. Para já não precisa de óculos. Daqui a um ano se verá. 

Qual é o castigo por pregar partidas às criancinhas?

O António tem alguma dificuldade em adormecer às horas em que era suposto.
Ontem, deitei-os um pouco mais cedo porque hoje tinham que se levantar uma hora mais cedo.
Eram 10h15 da noite e o António ainda falava. Sozinho. Porque o irmão já ressonava.
Às 11h, quando fomos para a cama, eu e o pai do blog fomos aconchegar os meninos.
- Meninos, acordem. Já é hora de levantar. - começo eu.
- António... Acorda. Já está na hora. - continua o pai.
Nosso rico filho mais novo abre os olhos. O mais velho nem se mexeu no seu sono profundo.
- António. Anda. Tens de ir ao doutor. Já 'tá na hora. - digo eu.

E o pequeno furacão põe-se de joelhos e senta-se na cama a olhar para nós com um ar de quem tinha passado a noite em claro. Sem dizer uma palavra. Abraça o pai. Pronto. Se estava na hora, estava hora.

O pai volta a deitá-lo e diz:
- Pronto, podes dormir mais um bocadinho.

sábado, 26 de julho de 2014

Também sabemos tirar selfies...


1ª experience Mais Infinito


Eu e o Salvador fomos com o Centro de Estudos Mais Infinito ter uma autêntica "experience" radical.
Saiam da frente!

Começas a achar que andas cansada quando...

...sais do trabalho depressinha, para ires para casa ter com a família, sacas da chave do carro, diriges-te para a porta do pendura (que o teu carro é muit'a bom e o fecho central é do só do lado do pendura), colocas a chave na fechadura, destrancas o carro, abres a porta (do pendura), entras e sentas-te.

E num instantinho te apercebes de que estás sozinha e és tu que tens de ir a conduzir...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

António , o sensível

Limpei a fundo o quarto das crianças. Aproveitei a presença do pai e a ausência das crianças e desmontámos a cama de grades onde o António já não dorme desde abril.
Tudo arrumadinho e uma cama a menos no quarto.
Ao fim do dia, com a chegada do António a casa confesso que nunca mais me lembrei a que a sua ex-cama já não estava no quarto.
Eu na cozinha, no rés-do-chão. Ele na sala, no primeiro andar.
"- Ó MÃE! MÃE! MÃE!"
" - O que foi, António?"
" - ANDA CÁ!"
" - Agora não posso. O que foi?"
" - ANDA CÁ."
" - Agora não posso, que estou a fazer o jantar. O que é que se passa?"
" - ANDA CÁ! ANDA CÁ VER! SÓ ESTÁ AQUI A CAMA DO MEU IRMÃO!"

 Saudosista mais lindo da sua mãe.


O dia em que o meu marido e pai dos meus filhos ia tendo uma "slipampa"

Dia 20 de julho, ao início do serão, encaminhei-me ao hospital com o meu excelentíssimo marido, devido a uma infeção na minha via urinária. Chegados às urgências, fui atendida no espaço de cerca de 20 minutos, muito rápido, portanto.
Entrei no consultoriozinho, onde estava uma muito jovem doutora e expliquei-lhe os meus sintomas galopantes. Rematei com um:
"- A última vez que estive assim foi em dezembro de 2009 e descobri que estava grávida."
A senhora doutora arregalou a vista e olhou para mim muito séria.
"-Ó doutora, não me parece nada que seja esse o caso agora."
A profissional de saúde muito competente, certamente com medo de me receitar um antibiótico que me prejudicasse um feto, decide prescrever um teste de gravidez, juntamente com a análise à bactéria na urina.
Passei para outra sala, a engolir em seco. Eu sabia que não estava grávida, mas....
Sentei-me numa confortável poltrona para uma espera que chegou a perto de três horas. De vez em quando, levantava-me para ir à casa de banho e passava pelo pai dos meus filhos, que continuava cá fora à minha espera.
Numa das vezes, disse-lhe o que se tinha passado dentro do consultoriozinho. E ele riu-me sem vontade. Típico.
O tempo foi passando e chegam-se os 10 primeiros minutos do dia 21 de julho. Levanto-me e vou ter com o meu marido, abeiro-me da sua testa e dou-lhe um beijo ao mesmo tempo que digo:
"- Parabéns."
Ele levanta-se apressado, leva as mãos ao seu couro cabeludo, olha para mim e balbucia.
Não entendo o que diz.
Toco-lhe num ombro para lhe fixar o olhar. E pergunto:
"- O que é que foi?"
" - Então... então..." - balbucia ele.
"-Arménio. É dia 21. Parabéns! Fazes anos hoje!"
Ele estaca e esboça um sorriso.
"-Ah?!"
" - É dia 21. Já é dia 21." - digo eu - "- O que é que foi? Espera. Achavas que estava grávida? AH! AH! AH! AH! AH!" Não consegui conter o riso.

Então tu achavas que te daria uma preciosa notícia dessas no meio de uma sala de espera da área verde de um hospital?
E nunca mais te vais esquecer como começou o dia em que fizeste 35 anos. Tudo por causa de uma bexiga infetada.