sexta-feira, 30 de agosto de 2013

E para o menino António, uma salva de palmas! Clap, clap, clap...


Relato de uma mãe tempestade.
O meu filho furacão chegou de forma imprevista e repentina. Depois um serão molengão no sofá, e a contar com a chegada do pequeno para daí a 8 dias, lembro-me de comentar com o pai do blog que aquele seria o último sábado antes da família crescer.

Pois que fomos para a cama e por volta das 7 da manhã levantei-me para aliviar a bexiga quando senti uma dor esquisita nos rins. Ignorei. Achei que a bexiga tinha estado cheia demais durante demasiado tempo. Voltei para a cama. Meia-hora depois voltei a levantar-me, sem ter adormecido, e tive que ir a correr (salvo seja, porque não o conseguia fazer. Alguém alguma vez já viu uma baleia a correr? Não, pois não? Bem me parecia.) para a casa de banho. Não digo o que é que lá fiz. Só pensei, mas o que é que eu comi?
Nisto, as dores dos rins deslocaram-se para o baixo ventre. E eu a pensar: "-Mau! Mas tu queres ver que o puto está para nascer?" Voltei a deitar-me. As dores intensificaram-se e ritmaram-se. E eu sem saber o que fazer, pois o parto do Salvador não começou de forma natural, por isso não estava bem certa quanto aos primeiros sintomas de início de trabalho de parto. Deixei-me estar deitadinha.
Às nove da manhã, não aguentei mais e chamei o pai da criança: "-Levanta-te e despacha-te que acho temos de ir parir!" E ainda me ri, porque conheço este homem tão bem e já sabia que ele se ia pôr andar meio aparvalhado pelo apartamento. Tal e qual.
Entretanto, acabei de fazer a minha mala e coloquei-a junto à porta de saída, juntamente com a mala do miúdo e a geleira da preservação das células do cordão umbilical.
Por esta altura, as dores já me cortavam a respiração e já tinha que me apoiar nas paredes quando a contracção chegava.
Já me questionva se chegaria a tempo a Coimbra ou se era melhor ir para Leiria.
Decidimos partir para Coimbra, onde o meu médico está de serviço. Nunca antes o caminho me pareceu tão comprido. Nunca antes o meu marido tinha deixado cair as moedas para pagar a portagem. Nunca antes eu tinha dito: -"Vai depressa mas com calma." Já dentro da cidade de Coimbra, parados nos semáforos vermelhos, eu achei que não chegava lá a tempo. Já gemia e já pensava que o melhor era encostar ali na bordinha da estrada.
O pai do blog pará mesmo à porta da maternidade e deixa-me sozinha para fazer check-in, enquanto estaciona o carro. Sim. Deixou-me sozinha. E lá fui eu. Sozinha. A caminhar tão depressa quanto podia em direcção ao guichêzinho onde um senhor me pediu a identificação. "-Olhe, ficou no carro!" E na volta, inclinei-me e sustive a respiração. O homem arregalou os olhos e mandou-me ir bater a uma porta mesmo ali ao lado. Bati. Chega o pai com a minha mala. Entro numa divisão. Entrego a minha papelada e peço para ir à casa de banho. Tinha pavor em fazer o número 2 quando o puto estivesse a nascer. Fui à casa de banho e achei que já não saía dali. Saí. Uma enfermeira mandou-me empoleirar numa marquesa. Empoleirei. Tocou-me. As águas rebentaram e ela diz para alguém que estava por trás dela:"-Esta tem que ir já para cima. Chamem rápido o Dr. XisPêTêÓ. Já está com 10." E eu só pensava: "Ó valha-me deus, estou com quê? Então e a epidural, hã?"
Obrigam-me a sentar numa cadeira de rodas  só com a famosa bata de hospital. Eu não queria pousar-me no assento da cadeira. Eu não conseguia sentar-me direita sequer. Enfiam-me num elevador. Comigo segue a enfermeira que me tinha tocado e uma "ajudanta" que me informou que o pai do blog tinha ido ao carro buscar a mala do miúdo, a minha mala e a geleira. (Não sei porque é que ele não trouxe isso tudo quando veio de estacionar o carro...).
Durante a viagem no elevador, a enfermeira manda-me sentar sossegada e direita na cadeira. Digo-lhe que não consigo porque " -Sinto que o bebé está a nascer." Não está nada, responde ela. "-ESTÁ SIM!" - grito eu. E de repente, a mulher mete umas luvas nas mãos e agacha-se à minha frente. Pronto, vou ter um filho nascido num elevador. Bonito! - penso eu. Neste momento, a porta do elevador abre e a enfermeira grita: "-Está expulsivo!". 
Empurram-me para uma pequena divisão. Obrigam-me a levantar e a empoleirar-me numa marquesa alta como o caraças. Assim que me encostei para trás, já deitada na marquesa, o puto põe a cabeça de fora. E antes de eu ter tempo para respirar e pensar realmente no que me estava a acontecer, e que não era nada daquilo que eu tinha planeado e que na 3ª feira ainda tinha consulta com o obstreta... Saí o miúdo disparado e danado que nem um cão. Encostam-no a mim e eu digo baixinho: "Olá, António." Pergunto pelo pai. Ele vem aí - alguém responde.
De repente, uma porta mesmo ao meu lado abre-se e aparece o pai afogueado com as malas todas embrulhadas nos braços. 
Era domingo e eu sabia que os meus serões molengões no sofá estavam acabados. O meu filho furacão tinha chegado. O filho que me ensinou o que era ser mãe. 
Parabéns, António. Um beijo desta mãe tempestade.
1º dia em casa, 2 de setembro 2010

Primeiros dentes                                                                           Primeiros passos




29agosto2013


sábado, 17 de agosto de 2013

Shopping


Ir ao shopping é sempre uma aventura. Para mim que me inquieto. Para eles que não param um segundo e pensam que estão num parque de diversões (mesmo sem nunca terem ido a nenhum...)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Glup!

Os livros da criança estão encomendados e o meu coração fica apertadinho, apertadinho...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Coisas que eu oiço só porque trabalho num hotel (e nunca, em tempo algum, eu pensei ouvir tais palavras, ainda para mais dirigidas à minha pessoa)

 - Vous parlez très bien.

Antes e depois... Amigos, mudámos a casa




 A garrafeira foi à sua vidinha e ficámos com um dispenseiro. Bonito, bonito.

 Uma das paredes do quarto dos meninos. Onde não havia nada, existe agora um espaçoso roupeiro.

A antiga cozinha deu lugar a uma nova e funcional cozinha.








A antiga sala de estar deu lugar a um quarto e um closet. Bonito, bonito e espaçoso. Fotos tiradas precisamente na mesma perspectiva. Não parece, mas é a verdade.


Uma espécie de varanda interior que existia na sala e que não servia para nada resultou num closet só para mim (e para o meu marido, naturalmente!). Fotos tiradas precisamente na mesma perspectiva. Não parece, mas é verdade.



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

António, o solto


Cenário bonito, bonito que só visto: eu sentada no chão da casa de banho a tentar convencer o António a estar lá sentado o tempo suficiente para aliviar a tripa (que funciona quase sempre à mesma hora). Missão sem sucesso. Nenhum, mesmo.
Se vos descrevesse o que aconteceu no chão da minha sala cerca de 45 minutos depois da rodagem deste vídeo... Isso é que era bonito!



Entre irmãos...






Quando não há brinquedos por perto, juntam-se em diálogos imaginados pelo mais velho. O mais novo segue-lhe os gestos e entoação de voz. Um sonho.

Arménio, o fotógrafo








Em julho de 2013. Em São Miguel, Souto da Carpalhosa.

Salvador, o veraneante interino




  Em julho de 2013. Em casa.