ao fim do 3º dia de aulas, sentado à mesa a jantar, filho aluno do primeiro ano do primeiro ciclo levanta o braço porque quer falar...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Salvador, o estudante aplicado
4º dia de escola a sério. Vem entusiasmado, tem trabalhos de casa. Pelo caminho, começo a prepará-lo a dizer que se eu achar que as letras ou números não estiverem bem feitos, eu apago e ele faz novamente. "Não são números, mãe! É só o i." Ok. Ok.
Pequeno momento déjà vu de mim mesma: eu a escrever, a minha mãe a apagar, eu reescrevo, a minha mãe volta a apagar e a dizer que isto não é assim, não está bem. E eu a levar aquilo tudo na boa.
Não previa a mesma atitude no Salvador. Já o estava a ver a bufar e a desatinar. E eu a fazer intenções de deixar as coisas como ele quisesse. Ia só testá-lo. E surpreendeu-me.
Entra em casa, dirige-se ao quarto.
Instala-se aqui.
Concentra-se. Muito.
E o resultado é este.
Não o mandei apagar nada. Nem sequer estive ao pé dele enquanto fazia os seus primeiros trabalhos de casa.
Voa, borboleta, voa.
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